segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

Desemprego: Os números públicos...

Na manhã de hoje dia 8 de Fevereiro ao ler o Jornal "Público" questionei me sobre o (des)governo deste país que é bem evidente em pequenos factos. Senão vejamos:

"O segundo Governo de José Sócrates já nomeou 1361 pessoas desde que assumiu funções no final de Outubro."

À primeira vista os apostólos da desgraça, leia-se os da direita e os da esquerda, em suma todos os que tem a sede de poder e permitam-me a peculiaridade todos aqueles que tal como os passarinhos do jardim, não encontraram ainda o seu poleiro, irão condenar esta prática, catalogando-a de despesista, de incoerente, de descontrolo da despesa pública, etc..

À segunda vista o governo defender-se-á nos velhos, batidos, gastos e diria velhinhos argumentos da confiança nos orgaos de gestão e de suporte do segredo de políticas, etc.

A argumentação é lógica, provida de sentido de oportunidade de ambas as partas, credível e dificilmente rebatível aos olhos daqueles que pouco se interessam pelo estado da nação.
Mas, há sempre um más..

Faça-se um exercicio, aplique-se o correcto, sublinho, o correcto, principio de actuação do actual Ministro das Finanças (MF), isto é, por cada pessoa contratada para a Função Pública duas deveriam sair..

Fazendo as contas, as nomeações referidas deveriam conduzir a saída de 2722 pessoas nos respectivos cargos equivalentes. Será que é isto que se sucede? Quais serão as implicações, sobretudo financeiras, para fazer abandonar, estas 2722 pessoas dos cargos de gestão que ocupam, presumo que de alta importância e de relevo para a nossa nação.

Será que o nosso MF, que andou em ano de eleições meio perdido no rigor e no bom senso que vinha evidenciando na condução das Finanças Públicas, tem a mesma coragem para aplicar este correcto principio? Se assim não for, os cidadãos desta nação deviam-se começar a questionar o porque destes dados serem recorrentes numa democracia cuja estabilidade é afectada ano após ano de querelas políticas.

Sem qualquer sentido de ofensa para o profissional do qual me sirvo para questionar esta politica arrasadora, será um motorista, enquanto homem/mulher capacitado para dirigir um veículo de estado, competente para o actual primeiro ministro e não para o vindouro?
O que dizer então da competencia deste senhor ou da competência da secretária ou d0 consultor?

Algo vai muito mal neste rectângulo e os maiores prejudicados seremos nós cidadão governados, e não os governantes...

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