quinta-feira, 15 de abril de 2010

É so mais um caso..

Entre tantos outros que se sucedem perante a passividade do PR, que junto convive e compactua, com a harmonia encapotada e triste que se vive na AR, num país de direito, por muito que não pareça.

As suspeitas de corrupção nos principais negócios levados a cabo pelos altos representantes, diga-se mesmo, máximos representantes da nossa democracia, leva-me a questionar: O que vale este PR? Que interesses afinal defende? Os da nação? Os pessoais?

O PR desilude-me a medida que o tempo passa. Se o desgoverno que Jorge Sampaio antecipou na legislatura de Santana Lopes legitimou a dissolução da AR, que mais será preciso para o PR pronunciar-se sobre os consecutivos casos de suspeição onde deputados, ex-secretários de estado, entre outros se vêem envolvidos?

Muitos dirão, a situação política por si só é demasiado sensível para que o PR tome qualquer decisão sobre o futuro deste país. Se assim fosse, isto deveria ser o principal motivador, para que o principal responsável da nossa nação, deixasse um sinal claro ao país que não é com estas personagens que vamos sair do marasmo em que também ele nos precipitou.

O PR teria de cortar com o passado, distanciar-se provavelmente de alguns lobbies e o perigo de tais acções é bem implicito num ano de presidenciais. Posto isto, ficam algumas questões: Será o PR capaz de assumir o risco de dissolver a AR, precipitando-se no abismo do julgamento público do eleitorado central? Como consegue assistir e conviver com a denegrição que é feita do nosso estado perante o país e a comunidade internacional?

Se a atitude e os negócios da politica diária não me surpreendem, a actuação do PR tem deixado muito a desejar num periodo em que a sua colaboração, experiência e conhecimento deveriam ser determinantes na procura do rumo que há tanto tempo nos foge..

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